The Eye of the World (Wheel of Time, #1)The Eye of the World
de Robert Jordan

Minha classificação: 5 de 5 estrelas

“A Roda do Tempo gira, e Eras vêm e vão, deixando memórias que se transformam em lendas”. A Roda do Tempo girou e a teia do destino determinou este feliz encontro com o primeiro livro da série de fantasia de Robert Jordan.

The Eye of The World, publicado em 1990 nos Estados Unidos, é um caminho sem retorno para amantes do gênero high fantasy. Os elementos estão todos presentes, da primeira à última página: um mundo amplo e complexo, descrito em detalhes que saltam das páginas e hipnotizam o leitor ávido pelos cenários em todos os seus tons, texturas, cheiros, sons, gostos e sensações. Um mundo de heróis quase perfeitos, imersos em uma narrativa épica que descreve seus feitos, dos quais depende nada mais nada menos que a sobrevivência do mundo, da resistência ao mal e à destruição, uma ameaça que faz os dramas do cotidiano ficarem muito pequenos, uma ameaça que faz com que o mais simples indivíduo vá ao encontro de seu destino e carregue nas costas um grande peso.

A série a Roda do Tempo já é considerada um clássico da fantasia, desbravando um território complexo e ambicioso que tem como grande nome Tolkien, com O Senhor dos Anéis, principalmente. As obras são representantes de um gênero que, ao menos no Brasil, é pouco difundido, mas que encontra pelo mundo fãs incontestes. Fãs dispostos a ler, por exemplo, os 14 livros que compõem A Roda do Tempo, grandes tomos, a maior parte deles com mais de 600 páginas e uma lista imensa de personagens.

A Roda do Tempo pode agradar a um público muito variado. No entanto, dificilmente atenderia aos anseios do leitor casual que deseje o prazer imediato de passar as páginas e vivenciar uma saga simples.O Olho do Mundo (título da tradução para o português) não é um livro para ser devorado em um ou dois dias. Ele apresenta, de forma detalhada e colorida, uma gama de locais: campos, cidades, vilarejos, estradas, dos mais belos aos mais assustadores, dos mais simples e concretos aos mais rebuscados ou fantasiosos.

Robert Jordan satisfaz a curiosidade do leitor a cada novo personagem. E são tantos. Alguns apenas de passagem. Outros são seguidos durante todo o livro.

Após o prólogo épico no Monte do Dragão, uma abertura dramática, enigmática e impactante, conhecemos Rand Al’Thorn, nosso protagonista. Um rapaz do campo, jovem, ruivo, muito alto e de olhos cinzentos. Temos, ao longo de todo o livro, o predomínio de seu ponto de vista dos eventos (muitos eventos) que constituem cada capítulo deste livro.

Nas primeira páginas somos apresentados ao restante do elenco: Mat e Perrin, amigos de Rand e tão encrencados como ele. Egwene, uma surpreendente personagem feminina que se atira à aventura e ao desejo de sair da sua aldeia para ver o mundo. Ninayve, uma bela jovem que ocupa o importante cargo de Sabedoria da vila, mas que acaba descobrindo coisas surpreendentes sobre si mesma.

Quatro figuras chegam a Emonds Field (ou Campos de Emond) às vésperas do muito aguardado festival Bel Tine: Moiraine e Lan, viajantes misteriosos; Thom Merrilin, o aguardado gleeman que irá divertir os camponeses; e um mascate, Padan Fain, que traz notícias assustadoras sobre o mundo fora da aldeia.

E assim, quando Rand menos espera, é dada a largada à aventura. E, junto com a aventura, muitas histórias e segredos do passado, além de um sistema de magia dos mais ricos e completos da literatura de fantasia.

Habitado por poderosos Aes Sedai, guerreiros e guardiões, e seres assustadores como trollocs e seus comandantes, os Myrdraal, seres dos próprio senhor das trevas, que faz também sua aparição como antagonista maior.

Durante todo o percurso da história fica a incerteza de para onde a história está indo. Da segunda metade até o final do livro cresce a ansiedade e busca por respostas. O livro termina de forma impactante, mas com a mesma sensação de imprevisibilidade e o gancho perfeito para o próximo livro: “as profecias se cumprirão. O dragão renasceu”.

Minhas resenha no GoodReads

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