The Great GatsbyThe Great Gatsby
por F. Scott Fitzgerald

Minha classificação: 5 de 5 estrelas

É triste, mas incrível…

“Quando eu era mais jovem e mais vulnerável, meu pai me deu um conselho que muitas vezes volta à minha mente:

– Sempre que tiver vontade de criticar alguém – recomendou-me –, lembre primeiro que nem todas as pessoas do mundo tiveram as vantagens que você teve”.
WOW. Esse me surpreendeu da primeira página até o final.

// Apenas como registro, nos últimos dias reservei tempo para ler dois clássicos: O Grande Gatsby, e já digo que amei; e Gabriela, cravo e canela, que devido ao sono abandonei para sempre, amém. Resumo: a década de 20 em Nova York foi bem mais animada que em Ilhéus! //

Este é o primeiro livro de F. Scott Fitzgerald que leio e eu sequer conhecia a história, nem havia assistindo aos filmes. Vivendo em uma caverna? Pois é…

O narrador me fisgou imediatamente e me manteve na palma das mãos até o último momento, quando eu já estava jogada no chão, achando o mundo um lugar muito cruel, e o american dream uma fábrica de loucos – mas uma fábrica bem bonita e lustrosa para os ricos, afinal vida de pobre é chata em qualquer lugar do mundo.

Estados Unidos, NY, Long Island, década de 20, dinheiro rolando, crime organizado, uma sociedade decadente e materialista.

Nosso narrador, Nick Carraway, muda-se para NY para tentar a sorte em Wall Street e acaba conhecendo seu vizinho, Gatsby, um homem muito rico e misterioso cujas festas em se tornaram lendárias. Toda a história é narrada pelo olhar, ora imparcial, ora abismado, de Nick. Algumas de suas frases foram dignas de nota:

Qualidades como decência e dignidade são distribuídas aos homens com grande desigualdade ao nascerem.

Sou uma das poucas pessoas honestas que jamais conheci.

Temos, na história, além de Nick e Gatsby, o casal milionário Daisy e Tom, e Jordan, uma esportista famosa. As relações entre todos eles são superficiais ao extremo, propositalmente, e os diálogos muitas vezes me surpeenderam.

O mais interessante foi o olhar de Nick sobre a tragédia toda e a falta de punição para alguns personagens que, de acordo com ele, brincam com a vida dos outros e depois se refugiam em seu próprio dinheiro.

Não, não sou uma leitora ávida dos clássicos, mas O Grande Gatsby certamente me fez repensar minha lista de próximos livros e o que posso estar perdendo.

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Edição em hadcover da Penguin direto para a wish list

Li em português, e agora tenho a desculpa perfeita para adquirir, tão logo seja possível, uma edição de colecionador, em capa dura (na imagem em destaque), dos livros de Fitzgerald em inglês. Se a tradução do ebook já foi super agradável, fiquei imaginando o poder da prosa na versão original. Certamente na lista de próximas re/leituras.

Nessa busca por edições interessantes deste livro, acabei vendo este vídeo, que conta a história da emblemática dust jacket original, e do que ela representa tanto para a história quando para a indústria editorial. Outra coisa que descobri é que uma First Edition deste livro, com a dust jacket, foi vendida por 120 mil LIBRAS!!

Por fim, apenas uma nota de aviso ao leitor que procurar este livro em busca de romance: nada de fan service em O Grande Gatsby. Apenas a realidade nua e crua sob a ótica de Fitzgerald.

Minhas resenhas no GoodReads

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