Jane EyreJane Eyre
por Charlotte Brontë

Minha classificação: 5 de 5 estrelas

Um livro preferido dentre todos? Possivelmente. A narrativa em primeira pessoa cativa e impressiona desde a primeira linha, da dureza da infância de Jane até sua jornada, transformando-se em uma mulher independente e fiel tanto a seus princípios quanto a seus desejos mais profundos.

“I care for myself. The more solitary, the more friendless, the more unsustained I am, the more I will respect myself.”

Jane Eyre é uma Protagonista com P maiúsculo. Uma heroína inquebrável e resiliente. Ela me conduziu em uma das minhas melhores e mais intensas experiência literárias. Inesquecível.

Este é um livro que consegue ser muitas coisas ao mesmo tempo. E, para uma obra publicada em 1847, como Charlotte Brontë foi ousada! Não apenas por questionar valores e por trazer ao leitor uma mulher que foge dos padrões. Mas também por apresentar situações e sensações muito intensas.

E o romance? Belamente construído e intenso de forma inusitada. O romance do livro possui uma complexidade e um grau latente de sensualidade difícil descrever, e mais difícil ainda de se encontrar em romances desta época. Alguns trechos e algumas cenas permanecerão para sempre em minha mente. Mr. Rochester? Inesquecível. Digno de todos os sentimentos de Jane, os melhores e os piores.

O grau de identificação que experimentei com Jane me surpreendeu muito. O texto consegue colocar o leitor em sua pele. Da fase que passou no colégio, da perseguição da tia, da violência do primo, da rigidez da religião, da fome, do frio, da amizade linda com Helen Burns (l-á-g-r-i-m-a-s), da busca pelo conhecimento, da fibra moral, da consciência de si, do anseio pela liberdade, da aceitação do desejo e da paixão, do amor próprio, de uma visão de si enquanto figura feminina e nem por isso inferior, brilhante em trechos como:

“Women are supposed to be very calm generally: but women feel just as men feel; they need exercise for their faculties, and a field for their efforts, as much as their brothers do; they suffer from too rigid a restraint, to absolute a stagnation, precisely as men would suffer; and it is narrow-minded in their more privileged fellow-creatures to say that they ought to confine themselves to making puddings and knitting stockings, to playing on the piano and embroidering bags. It is thoughtless to condemn them, or laugh at them, if they seek to do more or learn more than custom has pronounced necessary for their sex.”

Jane Eyre merece a fama que tem. A personagem, o livro e a autora. São tantas falas impactantes que fica difícil escolher uma preferida. Mas essa define bem a história de Jane, e como ela certamente vem inspirando há tanto tempo tantas pessoas:

“I am no bird; and no net ensnares me; I am a free human being with an independent will.”

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